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O que aprendi com o “Crianças francesas não fazem manha”

novembro 25, 2015

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Durante a gravidez pesquisei muito sobre diversos livros, mas só quando Alice completou os 9 meses consegui parar para comprar e ler o “Crianças francesas não fazem manha”. Sobre a leitura? Válida. Válida no quesito conhecer outras culturas, abrir os olhos para alguns detalhes comportamentais, aprender um pouco sobre limites e muito sobre alimentação.

Antes de comentar o livro, segue a sinopse resumida:

“Uma jornalista americana vivendo em Paris resolve investigar quais são as diferenças na criação das crianças francesas que fazem com que elas pareçam tão mais calmas e educadas que as crianças americanas. Nos anos em que vive em Paris, Pamela engravida e passa a criar seus próprios filhos com algumas das premissas francesas de educação infantil. Ali, ela se percebe dividida entre seus próprios conceitos e aqueles adotados por essa nova cultura da qual ela e a família passam a fazer parte.”

O que eu achei sobre a leitura: Boa, porém exagerada. Primeiro porque acho complicado comparar culturas. Enquanto as americanas, na maior parte das famílias, abrem mão da carreira, do corpo e delas mesmas pelos filhos, as francesas delimitam seu tempo em 3 meses para voltar ao corpo perfeito e voltar ao trabalho. Enquanto as americanas consideram a amamentação um troféu para elas mesmas, as francesas, em maior parte não chegam a amamentar 1 semana. As americanas temem as creches, enquanto as francesas lutam por uma vaga para os bebes de pouco menos de 6 meses. Durante a leitura percebo que nós, brasileiras, chegamos muito mais próximas ao estilo de maternidade americano do que o francês.

Porém, alguns comportamentos em relação a maternidade e criação francesa me deixam bem curiosa e interessada, como o fato das crianças saberem esperar, saberem brincar só, mas também socializar. Elas tem limites severos, mas dentro desses limites podem fazer tudo. E como ensinar isso a uma criança? Para eles, não há uma fórmula, são pequenas atitudes que formam essa cultura comportamental.

Outra coisa interessantíssima é o limite no quesito alimentação. As crianças francesas não abrem a geladeira e comem o que querem na hora que querem, mas se alimentam muito bem e não fazem nenhum pai ou mãe passar vergonha. Elas se alimentam bem no café, almoço, lanche da tarde e jantar, por isso, não precisam ficar petiscando besteiras o dia todo. Elas se acostumam com as feiras orgânicas, com comida de adulto, de qualidade. Com certeza isso facilita muito sair com crianças para viagens ou restaurantes.

O fato dos franceses aceitarem uma criança chorar por 5 ou 10 minutos não me agrada tanto, mas me fez pensar sobre a criança esperar um pouco, e acho que pouco menos de um minuto é o suficiente, ou pelo menos enquanto terminamos de fazer xixi ou de colocar o copo no lugar.

O que aprendi? Cada mãe sabe bem como criar o seu filho e não existe mãe melhor ou pior, existe o sentimento de certeza, culpa ou dúvida que toda mãe carrega. Aprendi a observar mais as atitudes de Alice, a deixa-la brincar só, a impor certos limites, a me esforçar cada vez mais para que ela se alimente bem e sem frescuras.

No mais, vale muito a pena cada situação e comparação citada no livro, nos faz pensar sobre como estamos criando nossos filhos, sobre ansiedade, sobre culpa, sobre se estamos sabendo lidar com os sentimentos do bebê/criança ou apenas focando no nosso.

 

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Minha próxima leitura será: Bésame mucho – como criar os seus filhos com amor, de Carlos Gonzalez.

 

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